Maria Quitéria foi a primeira
brasileira a ingressar no Exército, tendo sido uma das heroínas
da luta pela independência do Brasil. Sua história é marcada
pela coragem, irreverência e ousadia. Desde criança demonstrava
seu espírito combativo, sendo criticada pela madrasta por ser
"bonita, montar a cavalo, caçar, manejar armas de fogo e dançar
lundus com os escravos".
Em 1822, ao ter notícias da luta
pela independência, pediu autorização ao pai para se engajar no
exército como voluntária, pedido este que foi negado sob a
justificativa de que mulher serve para "fiar, tecer, bordar e
não ir a guerra". Frente a recusa cortou os cabelos, vestiu a
farda de seu cunhado e se apresentou como "Soldado Medeiros". A
descoberta da farsa não impediu que desse segmento a sua
carreira como militar, já que a jovem era uma excelente soldado.
Teve presença decisiva em inúmeras batalhas, sendo condecorada e
homenageada inclusive por D. Pedro I, que enviou ao pai de Maria
Quitéria uma carta pedindo desculpas em seu nome pela "desobediência".
