35 milhões de jovens e adultos não sabem ler e escrever na América Latina e Caribe 

Cerca de 35 milhões de jovens e adultos latino-americanos e caribenhos não sabem ler e escrever, afirma a Declaração pelo Direito à Educação das Pessoas Jovens e Adultas, divulgada no dia 8 de setembro, Dia Internacional da Alfabetização, pela Campanha Latino-Americana pelo Direito à Educação (CLADE) e do Conselho de Educação de Adultos da América Latina (CEAAL).

De acordo com as entidades, nesta faixa etária, 88 milhões não concluíram os estudos primários na região, especialmente concentradas nas populações rurais, indígenas e afrodescendentes, migrantes, pessoas em situação de prisão ou com necessidades educativas especiais.

As duas organizações propõem que os governos utilizem, ao menos, 6% de seu PIB (Produto Interno Bruto) com a educação e, desse montante, direcione pelo menos 6% para a EPJA. 

Com informações da Adital

 

6ª Confitea será realizada no Brasil

Pela primeira vez, a América do Sul vai sediar a Conferência Internacional de Educação de Adultos (Confitea). Em sua sexta edição, o evento – que incentiva o debate sobre ações voltadas à educação de jovens e adultos (EJA) – vai ocorrer no Brasil e a capital escolhida para receber a conferência foi Belém, no Pará.

De 01 a 04 de dezembro de 2009, representantes dos países-membros das Nações Unidas e de mais seis países convidados vão discutir diretrizes para a educação de jovens e adultos para os próximos 12 anos – periodicidade de cada Confitea.

 

Apesar dos esforços do governo Lula, e das entidades como a Confederação das Mulheres do Brasil (CMB) que implementam o projeto de Alfabetização de Jovens e Adultos do Ministério da Educação, dados da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco, em inglês) revelaram que 14,1 milhões de brasileiros, o que equivale a 10,5% da população maior de 15 anos, não saber ler nem escrever. No mundo, são 776 milhões de adultos nesta situação.

Na última década, o Brasil reduziu essa taxa em cinco pontos percentuais. Porém, em números absolutos, essa diminuição significa a alfabetização de apenas dois milhões de pessoas.

Para a especialista em educação de jovens e adultos da Universidade de São Paulo (USP) Maria Clara Di Pierro, que apresentou dados do Observatório da Equidade do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) durante seminário sobre os dois anos do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), entre dos próximos desafios a serem enfrentados são a falta de formação adequada de professores de alfabetização e o baixo valor das bolsas pagas aos profissionais. “Não me conformo com uma bolsa de R$ 250, está aquém do piso nacional do magistério”, disse.

 

Histórico

A última Confitea foi realizada no ano de 1997, em Hamburgo, na Alemanha. Com a Declaração de Hamburgo, agentes governamentais e não-governamentais passaram a seguir um conjunto de recomendações quanto à educação de jovens e adultos. Durante esses 12 anos, cada país teve de fazer conferências nacionais para medir o avanço.

Nesse período, o Brasil fez 32 conferências até abril de 2008: em cada estado, nas cinco regiões e uma nacional. No fim do ciclo de reuniões, foi redigido um documento que relata as estratégias do país em EJA e detalha o que ainda precisa melhorar. O relatório foi apresentado em conferências chamadas regionais, que reuniu países em cinco regiões no mundo: América Latina, África, Ásia, Oriente Médio, Europa e América do Norte (Estados Unidos e Canadá).

 

Com informações do Portal do MEC e da Agência Brasil