A Confederação das Mulheres do Brasil condena o golpe contra o presidente Manuel Zelaya

 

 

A CMB Confederação das Mulheres do Brasil condena o golpe contra o presidente  Manuel Zelaya democraticamente eleito pelo povo de Honduras,  que foi seqüestrado por setores militares fascistas, levado para a Costa Rica e atualmente abrigado na embaixada brasileira em Tegucigalpa, enquanto o presidente do Congresso, Roberto Micheleti, se auto-nomeou chefe do governo do país. 

 

A resistência ao golpe que acabou de completar 100 dias, período em que os golpistas não conseguiram o reconhecimento de sequer um governo no mundo inteiro, foram rechaçados na ONU e na OEA, e no qual a mobilização do povo hondurenho pelo retorno de Zelaya jamais cessou. A atual proposta de queda do estado de sítio vai permitir que as negociações para o retorno ao poder do presidente Zelaya se dêem com o povo nas ruas e a volta das transmissões da rádio Globo e do canal 36 de TV que defendem a legalidade.

 

EXIGIMOS

A volta imediata do Presidente Manuel Zelaya ás suas funções constitucionais, sem nenhum tipo de condição;

O respeito aos Direitos Humanos da cada um dos membros do gabinete do governo legitimo do presidente Zelaya.

 

 

APELAMOS

Apelamos pelo fim do cerco da ditadura à embaixada brasileira, para que seja possível a negociação; pela libertação dos presos políticos e pela convocação de uma Assembléia Nacional Constituinte, para uma constituinte que escreva uma nova carta magna, diferente da que foi imposta a Honduras nos anos 80, sob o vice-rei Negroponte, embaixador norte-americano e personagem do escândalo Irã-Contras.

Solidariedade plena e a rejeição ao golpe de estado em Honduras;

Solidariedade com o povo e as mulheres hondurenhas

 

Glaucia Morelli – presidente CMB

Ana Maria Rodrigues – diretora Rel. Internacionais CMB