Saúde da Mulher


Violência Contra Mulheres Indígenas e Afrodescendentes, as mais pobres entre as pobres.
 

Sobreviventes dos processos de conquista e extermínio que ao longo da história (antiga e recente), lentamente lhes priva de seus territórios, seus rios, seus bosques, suas riquezas, sua língua, sua religião e sua cultura. Mais de 300 milhões de pessoas formam um total de 5.000 povos indígenas em 70 países do mundo e estão submetidas à opressão, à exclusão dos processos de tomada de decisões, à marginalização, à exploração, a aceitação forçada e repressão quando tratam de reclamar seus diretos.

A política neoliberal feita pelos países desenvolvidos e pelas empresas multinacionais tem aumentado a distância entre os países e entre os habitantes, está imersa numa lógica perversa onde a vida a dignidade não contam.

Isto explica o fato de que, hoje, mais de 800 milhões de pessoas, em nível mundial, sofrem com a fome. Desse total, 52 milhões de pessoas encontram-se na América Latina e no Caribe.

Neste ambiente, as mulheres indígenas e afrodescendentes são as mais pobres entre os pobres.

Nossa região apresenta una sociedade pluricultural e multiétnica, mas, contudo, as diferenças econômicas entre as afrodescendentes e indígenas com o resto da população são absolutamente inaceitáveis.

A história destas comunidades está marcada por uma cultura ancorada no patriarcado e o racismo, realidade que configuram uma tripla discriminação: por serem mulheres, serem pobres e serem indígenas ou negras, o que as coloca em uma situação de marginalidade e exclusão permanente. 

 O tráfico de seres humanos para a prostituição e trabalho escravo. Grandes usuários não são foram punidos.

 O tráfico de seres humanos é praticado especialmente contra mulheres, adolescentes e crianças e vem tomando dimensões cada vez maiores nas últimas décadas.  Os grandes usuários não são punidos. Muitos altos executivos "utilizam" mulheres traficadas para seus desejos sexuais. As mulheres que lhes são oferecidas como caminho para ampliar e facilitar negociações. Os traficantes garantem ás Corporações esse "atendimento".

 A maioria das vítimas é formada por mulheres e jovens, submetidas á exploração sexual. Ocorre também o tráfico para o trabalho em condições abusivas, para servidão doméstica e doação involuntária de órgãos para transplante. Mais de 2,4 milhões de trabalhadores no mundo são vitimas de trabalho forçado ou escravidão e 43% são vítimas de exploração sexual ou de prostituição forçada,  mercado que movimenta cerca de U$ 31 bilhões por ano.

Em 2002, estudiosos da UNB, apontaram que as mulheres com idade entre 18 e 30 anos são as principais vitimas desse tipo de crime. O diagnóstico mostra que as mulheres são normalmente solteiras, de baixa escolaridade e de baixa renda, sendo que 22% das vitimas não possuem qualquer estudo ou não concluíram o ensino fundamental.

Diante desse quadro, nos dias 11, 12 e 13 de julho de 2006, a CMB em conjunto com a Federação Democrática Internacional de Mulheres, a OIT - Organização Internacional do Trabalho, a Secretaria de Apoio e Defesa aos Direitos Humanos e Secretaria Especial de Políticas para a Mulher da Presidência da República, o governo do estado da Bahia e a Federação Estadual do Comércio da Bahia realizaram o I Seminário Internacional sobre Tráfico de Pessoas, em Salvador, BA. Na oportunidade a CMB lançou sua "Campanha Nacional de Prevenção e Combate ao  ao Tráfico de Pessoas", intensificando suas ações pela escolarização, profissionalização e acesso da mulher ao trabalho em todas as categorias com igualdade de oportunidas.  

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