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40 monitoras capacitadas no Rio de
Janeiro
A CMB realizou, em parceria com a Federação
das Mulheres Fluminenses, a Oficina de Qualificação das Monitoras em
Controle Social das Políticas Públicas de Saúde. O evento foi realizado
no dia 20 de agosto de 2008, na Sede do CEDIM - Conselho Estadual dos
Direitos da Mulher e contou com a presença da presidente da FMF,
diretora da CMB e Coordenadora Estadual do Projeto, Conceição Cassano;
Mariana Giorgion, técnica de saúde e assessora nacional do projeto e
Dra. Ana Lúcia Pontes, pesquisadora do Laboratório de Educação
Profissional em Atenção à Saúde da Escola Politécnica de Saúde da
Fundação Oswaldo Cruz, além das 40 monitoras de Controle Social da CMB,
todas lideranças femininas e comunitárias de diversas regiões da cidade
do Rio de Janeiro.

Participantes da oficina de capacitação das
monitoras do Rio de Janeiro
Conceição Cassano destacou a importância
dessa iniciativa, que leva informação e capacitação para as mulheres,
porém a importância fundamental está em aproveitar a realização de
projetos como esse, fruto da parceria entre a CMB e o Ministério da
Saúde, para organizar as mulheres, aglutinar as comunidades para exigir
que as conquistas da Lei aconteçam na prática. “É do interesse das
mulheres se engajarem nessa luta por melhores condições de moradia,
trabalho, saúde e esse trabalho precisa ser organizado. Os projetos da
CMB vão atender prioritariamente as comunidades onde nossas associações
estão organizadas, porque isso ajuda a organizar nossa luta e a fazer as
coisas acontecerem”. Destacou também a importância do Controle Social,
da participação feminina dentro das Conferências, dos Conselhos, para
debater, gerar propostas e também denunciar a situação da saúde
oferecida para o povo carioca.
Mariana Giorgion apresentou um histórico da
atuação da CMB e o desenho geral do projeto de capacitação de monitoras
em todo o território nacional, resgatando a história do SUS, seus 20
anos de existência e as iniciativas recentes para o combate à sífilis
congênita, ao HIV e DST´s, o programa de planejamento familiar, o
estímulo ao parto natural, o pré-natal de qualidade e o direito ao
encaminhamento para uma unidade de saúde, garantido por Lei federal, que
põe fim à peregrinação e a desumanização no parto. Foi destacado que
esses são direitos, que fazem parte da Lei, porém ainda se encontram
distantes da realidade de muitas comunidades brasileiras, o que torna
essencial a participação popular em todas as instâncias do SUS.

Mariana Giorgion, Conceição Cassano e Ana
Lúcia Pontes
A Dra. Ana Lúcia resgatou a importância do
recorte de gênero no projeto da CMB, já que as mulheres são a maioria
dos usuários. “Esse discurso de que todo mundo é igual faz com que se
desconsidere as diferenças”, aliás, “é fundamental que existam
iniciativas como essa, porque existem muitos interesses para que o SUS
não dê certo e são esses interesses que fazem com que os usuários do SUS
do Rio de Janeiro acreditem que o sistema os agride, porque erra, atende
mal. É até uma violência falar de uma coisa que poderia ser tão boa e
nunca é, mas direito nunca é dado, se conquista”. A médica destacou a
história do Programa de Saúde da Família, sua importância como forma de
acesso à saúde para toda a população, especialmente sua efetividade no
combate à mortalidade materna e mortalidade infantil e o Pacto pela
Saúde, que prevê os acordos entre Municípios, Estados e Governo Federal
para a implementação das ações de saúde, em especial o PSF.
Após o intervalo do almoço as monitoras
assistiram o documentário “Pela Vida com Saúde. Unir e Mobilizar para
Prevenir”, realizado pela CMB em 2007, com apoio do MS.
As mulheres realizaram ainda importante
debate sobre o aleitamento materno e o programa de planejamento
familiar, trazendo os bons e maus exemplos dos hospitais, e unidades de
saúde do SUS.
Ao final do dia foi organizada a intervenção
das mulheres nos bairros, através dos agendamentos da continuidade do
treinamento teórico, ações práticas, parcerias e iniciativas possíveis,
além do processo de multiplicação das informações.

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