Vitória "Privatização da CESP é Suspensa"

A vida ficou mais cara depois da privatização das empresas de energia elétrica. A conta de luz ficou mais cara! Duas vezes mais cara!

 Em 1998, a Eletropaulo foi adquirida e controlada pela americana AES Corporation, e em 1999 passou a controlar também a Tiete (uma parte da Cesp que já foi privatizada).

Em 1995 a tarifa na conta de luza residencial era de R$ 76,50 o Megawatt/hora, considerando a inflação até 2008, hoje ela devia ser de R$ 170,00 o Mw/hora, mas pagamos R$ 246,06 e em 2004 após os apagões e quase dois anos de racionamento de energia chegamos a pagar R$ 311,51. 

Já são mais de 13 anos pagando a conta de luz de duas casas quando só moramos em uma.

 A conta de telefone ficou até 5 vezes mais cara.

A tarifa da TV e cabo, as tarifas e bancos públicos, os preços do aço, do alumínio, dos fertilizantes, dos produtos das empresas de mineração e siderúrgica que foram privatizadas estão entre as mais caras do mundo, aumentando em cascata o preço da produção.

Somos vítimas das tarifas abusivas, do péssimo atendimento ao consumidor, dos gastos dos telefonemas e horas e horas para sermos atendidos em nossos direitos e reclamações, dos cortes de serviços quando ocorrem pequenos atrasos no pagamento e do abuso de taxa de religação.

Aumentam os apagões provocados pelo corte de investimento, pelo corte da manutenção, demissões de mais de 100 mil trabalhadores só no setor de energia elétrica e pelo arrocho nos salários dos trabalhadores que ficaram, causando o aumento criminoso dos trabalhadores e instalações, além de incêndios com vitimas graves.

Sem falar na imposição dos pacotes que não queremos, do cancelamento de nossos créditos que perdem validade sem ser usados e de nossos direitos junto a empresas públicas que foram privatizadas.

 Preço das empresas privatizadas triplica em 5 anos!
Vale tudo para aumentar os lucros.
E os lucros não ficam no Brasil.
 

Cinco anos depois da privatização, as empresas que foram vendidas por um ano do seu faturamento, como a Geradora Paranapanema valia 2,8 vezes e a AES Tiete valia 3,5 vezes seu preço em 2001.

A administração da AES mais de 40% do caixa gerado por suas atividades operacionais com lucros e dividendos, e apenas 3% desse total – menos da metade do valor da depreciação – com investimentos.

Depois das privatizações, aumentaram em quatro vezes as remessas de lucro para suas empresas no estrangeiro, sem reinvesti-los no Brasil, em beneficio do nosso desenvolvimento e da melhoria do atendimento aos brasileiros.

 SÓ COM A FORÇA DO POVO ACABAMOS COM ESSA MAMATA!

Mas o povo é sábio e nas eleições acabou com a vida fácil da quadrilha de assaltantes que privatizou 121 empresas estatais no governo FHC. Apesar desse rombo nas nossas riquezas, o povo de São Paulo ainda tem 18 empresas públicas e a mais importante delas é a CESP. Com o preço do petróleo passando dos 100 dólares a energia hidrelétrica é estratégica para o nosso desenvolvimento.

  A CESP tem 6 usinas hidrelétricas, sendo que a de Ilha Solteira é a terceira maior do Brasil e a sexta maior do mundo. A CESP é responsável pela geração de 10% de energia do Brasil. Sem falar nos reservatórios de água que ela controla o chamado ouro azul. A legislação garante que um caso de escassez de água a prioridade é garantir o abastecimento de água para a população e a energia deve ser racionada. É evidente que essas empresas que só pensam em lucro não abririam as comportas dos reservatórios para dar para quem ter cede e irrigar a plantação e ficar sem seus lucros exorbitantes.

 OS BANCOS E EMPRESAS AMERICANAS QUE ESTÃO EM GRAVE CRISE QUEREM LEVAR O PATRIMONIO DO POVO DE SÃO PAULO PARA SAIR DO SUFOCO!

 A quadrilha de privatistas buscou agora refúgio no Palácio dos Bandeirantes, e na calada da noite, de afogadilho, querem privatizar a CESP. Uma empresa que vale dezenas de bilhões querem abocanhar por um punhado de reais. A CESP que é vital para garantir energia em abundância e barata pode ir para mão dessa quadrilha de esmagados.

O banco americano Citibank (que está em dificuldade e vendendo seus patrimônios nessa grave crise de especulação imobiliária americana) foi o encarregado de avaliar e fazer o edital de privatização. Proibiu que empresas públicas brasileira como a CEMIG, FURNAS, ELETROBRÁS possam participar da compra da CESP e impedir que ela passe aos monopólios estrangeiros. Tudo está sendo preparado para entregar a CESP para as empresas estrangeiras como a AES, a Light, a Fenosa, a Endesa, o JP Morgan, o Goldamn Sachs.

O governador de São Paulo não disse nas eleições que faria a privatização da CESP, da Sabesp, do Metrô, da Nossa Caixa, e das outras 14 empresas de São Paulo.

O povo de São Paulo e do Brasil já deixou claro que não aceita essas absurdas negociatas e privatizações.

Queremos que o governador de São Paulo interrompa a privatização da CESP e das demais empresas, sob pena de tornar-se ilegítimo, por esconder dos eleitores a privatização e perpetrar este crime comissivo e de responsabilidade contra o patrimônio e o futuro do povo de São Paulo.

 A CESP É DO POVÃO!

TODOS UNIDOS NO COMITÊ EM DEFESA DA CESP

Lídia Correa
Presidente da Federação das Mulheres Paulistas

www.cmb-bwc.com.br
www.lidiacorrea.com.br

Lidia@lidiacorrea.com.br

 
 

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