|
História
A Confederação das Mulheres
do Brasil - CMB iniciou a sua fundação, que culminou em 1988, em
Congresso, no palácio das Convenções do Anhembi, na presença
de 5.000 representantes de todo país, na verdade, ao fundar no
ano de 1981, no Ginásio do Pacaembu, a Federação das Mulheres
Paulistas.
Do início dos anos 80 até o
seu final, as mulheres brasileiras, do Rio Grande do Sul à Amazônia,
com o estímulo de Rosanita Campos,
posteriormente primeira presidente da CMB, organizaram
suas Federações estaduais, incentivando o nascimento de associações
femininas municipais e a discussão sobre a luta da mulher pelos
seus direitos nos sindicatos, no parlamento, nas sociedades
amigos de bairro, nas organizações empresariais, etc.
A organização feminina
integrou e fortaleceu a grande conquista brasileira da década
que foi a democratização do país, reconquistando assim um
direito básico: o de se organizar para ter voz, lutar e
conquistar direitos também básicos como o de votar.

Desde 1981, através de suas
representantes ainda a nível dos
estados, aprendemos e contribuímos com os debates
internacionais, participando ativamente da FDIM –
Federação Democrática Internacional de Mulheres. Iniciativas criativas e
pioneiras, nascidas da amplitude e diversidade que caracterizam o
Brasil, alçaram as brasileiras em relevante
responsabilidades no plano internacional. A presidente
da Confederação das Mulheres do Brasil, Márcia de Campos
Pereira, foi eleita em 2002, presidente
da FDIM, em
Congresso realizado no Líbano, por indicação da União de
Mulheres Francesas.
Na Campanha pelas Eleições
Diretas o candidato Tancredo Neves, recebeu o manifesto das
brasileiras reivindicando a criação do Ministério da Condição
Feminina. Tancredo acolheu, de
imediato, o pleito, se propondo a criar – se eleito – um
organismo que fosse o embrião de um futuro Ministério. Nascia a idéia do Conselho Nacional da Condição
Feminina que já podia contar com a experiência de trabalho de
Conselhos Estaduais da Mulher, como o de São Paulo e o de Minas
Gerais sendo estes órgãos de governo também fruto de ampla
mobilização feminina.

Após o falecimento de Tancredo
Neves, o presidente José Sarney, mantendo os compromissos da
Nova República, deu prioridade, em 1985, à criação do Conselho
Nacional
dos
Direitos
da
Mulher.
Essa conquista marcou um novo período do movimento feminino
brasileiro. Na verdade, um novo período, rumo a uma sociedade
mais justa por ser mais igualitária. Pela primeira vez, se
reconhecia que a mulher deveria ter participação em instâncias
nacionais de governo. No Conselho estavam representadas as
mulheres da sociedade civil, de governo, políticas, empresarias, etc.

Com essa vitória outras
vieram. A criação de Conselhos Estaduais e Municipais da Mulher
nos demais estados brasileiros. As primeiras Delegacias de Defesa
da Mulher que pioneiras, começaram a finalmente dar números à
violência contra a Mulher. Programas de Governo voltados ao
atendimento à Mulher na saúde, na educação, na habitação
começaram a ser elaborados e implantados e, cada vez, mais o
movimento feminino participou, criou alternativas e lutou por
elas e para que a conquista da Igualdade de Direitos passasse a
ser realidade do cotidiano de milhões de brasileiras.
No mesmo ano, em 1985, as
brasileiras dividiram essas vitórias com mulheres do mundo todo
em Nairóbi, no Quênia, no Congresso
de Encerramento da Década da Mulher. Em
1995, a
Conferência da Mulher promovida pela ONU, em Pequim, também
contou com a enriquecedora participação das brasileiras. A
Confederação das Mulheres do Brasil levou à Conferência, 40
delegadas de todos os estados brasileiros.
Recentemente, as delegadas da
reunião do Comitê de Direção Executiva da FDIM – reunidas
em nosso país (setembro de 2004), foram informadas sobre a
realização, pelo atual governo, com
o empenho da Secretaria
Especial de Políticas para as Mulheres, da Iª Conferência
Nacional de Políticas para as Mulheres reunindo
contribuições da sociedade, através de governos estaduais e
municipais; das mulheres e suas organizações, enfim, de todos
que se mobilizaram para participar desta inédita Conferência
Nacional estabelecendo assim o I° Plano Nacional de Políticas
para as Mulheres, elaborado desde as conferências municipais e
estaduais, até culminar com a participação de mais de 2.000
delegadas de todo o Brasil. Nossa presidente e presidente da FDIM, Márcia Campos, coordenou o painel Internacional da Conferência.
A criação do Comitê
Permanente para Questões de Gênero do Ministério das Minas e
Energia, exemplo de trabalho para as demais empresas públicas e
para as empresas privadas; a implantação do Programa Pró-Equidade
de Gênero é, para nós, brasileiras da maior importância, por
estar inserido no mundo do trabalho
e buscar romper, com as
desigualdades que ainda atingem as trabalhadoras brasileiras.
Temos divulgado essa experiência
exemplar e incomum e de significado extraordinário para as relações
de gênero. Além disso, trata-se de ação pioneira em setor
estratégico, para
as nações de todo o mundo sendo o principal problema e impasse
para o futuro da humanidade, a geração de energia. Atualmente
e, infelizmente, estamos vivendo inúmeras guerras onde a questão
da energia é o pano de fundo.
As mulheres sempre tiveram
relevante papel nas descobertas e desenvolvimento da humanidade.
Com oportunidades iguais, investimento em suas habilidades e
capacidades intelectuais e científicas, o potencial das mulheres
brasileiras, aliado ao de todos os trabalhadores brasileiros,
poderá resultar no desenvolvimento tecnológico que nossa nação
vem buscando para seu crescimento soberano. As desigualdades
prejudicam o progresso de todos ao dificultar ou impedir o
florescimento da mulher.

A Confederação das Mulheres
do Brasil tem atuado com firmeza pelos direitos da mulher e suas
famílias quanto á educação, saúde, moradia, cultura. A CMB
tem apoiado e participado de todas as iniciativas que tenham a
meta de combater todas as formas de violência em relação
ás mulheres.
|