Companheiras,

Em 23 e 24 de maio, na cidade de Guarujá-SP, 700 delegadas de 19 estados reuniram-se no III º Congresso de nossa Confederação das Mulheres do Brasil. Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Distrito Federal, Mato Grosso, Mato Grosso do SUl Bahia, Sergipe, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Piauí, Pará, Rondonia, Roraima, Rio de Janeiro, Espírito Santo e suas representantes de sindicatos, legislativos, executivos, comunidades, profissionais liberais, estudantes, expressaram o firme compromisso com o objetivo d efortalecer ainda mais a CMB, sua amplitude e enraizamento, incentivando ainda mais a organização de federações de mulheres estaduais, associações de mulheres e ações pelos direitos e emancipação da mulher em todos os diversos setores que compõem nossa sociedade.

Reafirmamos que estamos decididas a sempre UNIR as mulheres e a participar das lutas de nosso povo porque queremos avançar mais e mais na conquista de nossa soberania sobre as riquezas que possuímos construindo o
Desenvolvimento emancipador de nossa economia,  para proporcionar à  toda população direitos como educação, saúde, moradia, justiça, lazer cultura e, EMPRÊGO, muito Trabalho com carteira assinada para as mulheres, com DIREITOS! CRECHES para todas as crianças, direito  que muitas não possuem. Profissionalização e oportunidades  nas profissões  com igualdade, sem discriminação, respeitando a necessidade de capacitações com horários adequados para as trabalhadoras que são mães e para aquelas que pretendem ser e não deixem de ser por se verem obrigadas a escolher entre uma profissão ou a maternidade. A desigualdade econômica e social tem como consequência a falta de livre decisão e de autonomia que se torna brutal em relação às mulheres e em especial as que não tem salários dignos, que se submetem à informalidade no trabalho, à violência doméstica, ao assédio sexual e moral e suportam discriminações medievais por serem mulheres, por sua cor, por sua origem.

Quem tem uma riqueza como o petróleo do Pré-sal e a inteligência e compromisso de seus técnicos e engenheiros para descobrí-lo deve confiar em um futuro de Igualdade e oportunidades para todos.  O que alimenta a violência e a discriminação é a desigualdade promovida pela ganância de super-lucros de poucos sobre muitos, um capitalismo que só gera fome, humilhação, morte, guerras e a indecência de crises fabricadas pela rresponsabilidade de "mercadores" virtuais. O desejo pelo lucro tira a decência de alguns e revolta a milhões. Essa realidade será superada mais cedo ou mais tarde pel força do povo unido, força que é mais poderoso quanto maior a participação decisiva das mulheres.

A CMB possue de fato 28 anos de existência. Desde a primeira fundação de Federação de Mulheres estadual, em 1981, em São Paulo até 1988 quando finalmente reunimos as federações de mulheres estaduais reorganizadas ou organizadas pela primeira vez, em histórico Congresso de fundação, também em SP. Participamos nas ruas, nos sindicatos, nos partidos políticos, nas organizações civis e ajudamos em momentos históricos da saga do Brasil para se ver livre da exploração estrangeira que se utiliza de serviçais internos, tira o pão de nosso povo e, com cinismo ainda acusam de incompetentes os países que lutam para se desenvolver e ter a posse das riquezas de seus territórios.

Estamos também construíndo a unidade entre os povos que vivem a mesma necessidade de libertação. Mais unidas pela combatividade de nossa Federação Democrática Internacional de Mulheres, a FDIM, temos participado ativamente de Fóruns Internacionais, ações de solidariedade às nações da Àfrica, á Palestina,  ao Iraque, à causa da reunificação da Coreia do Sul e do Norte e temos denunciado sem tréguas a hipocrisia de governos e interesses belicistas que desejam a todo custo, tirar dos povos o direito à energia nuclear para fins pacíficos ou para sua Defesa Preventiva mas, não tem qualquer escrúpulo e querem manter a qualquer preço, as ogivas nucleares e bases militares em todos os continentes a afrontar a autodeterminação e soberania das nações. Hoje a FDIM é presidida por Márcia Campos nossa ex-presidente e que tão honrosamente tem sido capaz de percorrer os caminhos abertos por nossa presidenta fundadora, Rosanita Monteiro de Campos, incansável em promover a nossa compreensão e compromisso com aluta internacional das mulheres.

Saudamos a decisão das companheiras do Rio Grande do Sul em realizar seu 9 Congresso estadual em Porto Alegre. Esta terra de Getulio, de Ana Terra e de tantas Marias e Josefas enriquece sempre e mais a contribuição e luta das brasileiras pelo Brasil que romperá o analfabetismo, a mortalidade infantil e materna, a violência do desemprego, da falta de perspectiva e do isolamento doméstico, da ausência de informação e de direitos como saber onde se dará a luz e não perambular por uma vaga de hospital. 

Viva a garra e determinação das mulheres gaúchas! Viva o Rio Grande do Sul e a força de suas mulheres!
Parabéns Mari Perusso e demais diretoras atuais e futuras diretoras da FMG pelo trabalho realizado!

Com todo o nosso carinho

Gláucia Morelli
Presidenta CMB.


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