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MULHERES FLUMINENSES QUEREM MAIS EMPREGO, MENOS VIOLÊNCIA E MAIS
CIDADANIA
Mais de
400 lideranças femininas do Estado do Rio de Janeiro,
representando os principais bairros do Rio e alguns dos seus
principais municípios, reunidas durante os dias 8 e 9 de maio
Universidade do Estado do Janeiro - UERJ, realizaram um dos mais
vibrantes e unitários congressos da história Federação de
Mulheres Fluminenses, entidade que completou este ano 27 anos
de fundação.

Diretoria eleita pelas participantes do V
Congresso
O V
Congresso, que também faz parte da etapa preparatória do III
Congresso da Confederação das Mulheres do Brasil, que será
realizado nos dias 23 e 24 na cidade do Guarujá, em São Paulo,
teve como tema Mulher, Trabalho e Desenvolvimento.
A
abertura contou com presenças ilustres e Conceição Cassano, que
presidiu o Congresso, conclamou as mulheres do Rio de Janeiro a
“cerrar fileiras em torno de um projeto de desenvolvimento que
garanta o crescimento econômico do País e oportunidade emprego
para as mulheres em todos os ramos da produção como, por
exemplo, na área energética onde a Petrobrás acaba de descobrir
as grandes reservas do pré-sal”. Ressaltou ainda a sensibilidade
demonstrada pelo Presidente da República ao criar o Ministério
da Mulher, “que representa uma conquista, fruto de mais de 30
anos de luta do movimento de mulheres”.
Ministério
A
Ministra Nilcéia Freire, titular da Secretaria Especial de
Políticas para as Mulheres, resgatou o papel de vanguarda do
Governo Lula que ao criar a SEPM, que reconheceu de fato a
importância feminina na construção do País, ressaltou que a Lei
Maria da Penha foi um passo fundamental na defesa da mulher e ao
mesmo tempo conclamou as mulheres a denunciarem qualquer tipo de
violência para que a Lei seja amplamente aplicada, destacando a
importância da presença feminina em todas as funções públicas.

Da dir.: Leliane Vidal (da superintendência da
CEF); Cecília Soares (superintendente da SUDIM) e presidente do
CEDIM), Gláucia Morelli (presidente da CMB), Conceição Cassano
(presidente eleita da FMF), Ministra Nilcéa Freire e Ricardo
Vieiralves (reitor da UERJ)
Compuseram a mesa de abertura a Ministra Nilcéia Freire, Gláucia
Morelli, presidente da Confederação das Mulheres do Brasil,
Ricardo Vieiralves, Reitor da UERJ, Cecília Teixeira Soares,
Superintendente da Superintendência dos Direitos dos Direitos da
Mulher do Governo do Estado do Rio de Janeiro e presidente do
CEDIM – Conselho Estadual dos Direitos da Mulher, que
representou a Secretária de Estado de Assistência Social e
Direitos Humanos Benedita da Silva, Terezinha Lameira, da
Coordenadoria da Promoção da Igualdade de Gênero da Prefeitura
do Rio de Janeiro, Gláucia de Carvalho, representando a
Superintendência Regional do Ministério do Trabalho, Liliane
Vidal, representando a Superintendente da Regional da Caixa
Econômica Federal, no Rio de Janeiro, Délio Leal Deputado
Estadual do PMDB, Raimunda Leone, diretora do Sindicato dos
Metalúrgicos do Rio de Janeiro, representando a Secretaria da
Mulher do PC do B e a União Brasileira de Mulheres, Irapuan
Santos, presidente do Partido Pátria Livre no Rio de Janeiro,
Áurea Maria, compositora e integrante da Velha Guarda da
Portela, Cidamaiá Cardoso, representando o Congresso Nacional
Afro-Brasileiro – CNAB e Geruza Cruz, representando a Central
Geral dos Trabalhadores – CGTB.
III
Congresso
Gláucia
Morelli, presidente da CMB foi aclamada pelo plenário ao
anunciar que “esperamos recebê-las todas no Congresso da CMB no
Guarujá que reunirá mulheres de todo o Brasil com o objetivo de
fortalecer a nossa luta pela participação efetiva da mulher no
mundo do trabalho, por um País desenvolvido, fortalecendo a
organização das mulheres”.
O Reitor
Ricardo Vieiralves saudou a todas as presentes e disse que esta
era mais uma oportunidade de resgate da profunda dívida que o
País tem com as mulheres. Cecília Soares do CEDIM destacou a
importância da profissionalização e da organização das mulheres.
Irapuan Santos resgatou a participação das mulheres, dizendo que
o brasileiro não desiste da luta porque as mulheres brasileiras
não desistem, citando Dandara, Luiza Mahin, Bárbara Heliodora e
Alice Tibiriçá, no período de Getúlio Vargas.
Grupos
No
segundo dia o Congresso, em sua plenária de instalação, contou
com a palestra de Lúcia Canuto, Chefe da Divisão de Fiscalização
da Superintendência Regional do Ministério do Trabalho e, em
seguida, dividiu-se em quatro grupos temáticos em que foram
discutidos “Educação para Igualdade de Gênero”, “A Saúde da
Mulher no Trabalho”, “As Políticas Públicas de Combate à
Violência Contra a Mulher” e “A Mulher, a Mídia e a Cultura”.
A
garantia do acesso e ampliação da oferta de métodos
contraceptivos que possibilitem o planejamento familiar;
promoção de campanhas e oficinas de prevenção da gravidez na
adolescência; extensão dos projetos de Educação de Jovens e
Adultos e elevação da escolaridade; vagas para mulheres nos
cursos de capacitação profissional em todas as profissões;
implantação de cursos de qualificação em tecnologia avançada
para as mulheres em áreas desenvolvimento industrial; ampliação
do número de creches, garantindo a universalização do acesso e
ampliação do horário de funcionamento até às 20:00hs; ampliação
das oportunidades de emprego visando a autonomia econômica das
mulheres; promoção de campanhas de informação sobre a Lei Maria
da Penha e suas medidas protetivas; pela valorização da
expressão feminina na nossa cultura e pela democratização dos
meios de comunicação e controle social da imagem da mulher na
mídia, foram algumas das propostas aprovadas pela plenária
final.
O
Congresso foi encerrado com a eleição e posse da diretoria
eleita para os próximos 4 anos composta por Conceição Cassano
(presidente), Vera Maria Luciano dos Santos e Áurea Maria
(vice-presidentes), Sandra Conceição Alves, Heloísa Helena e
Dilcéia dos Santos Secretaria, Elza Serra, Irismar dos Santos e
Maria Lúcia de Souza (tesouraria).
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