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Ministra Nilcéa:
“Melhor maneira de comemorar o Dia da Mulher é criando
oportunidades de trabalho”
No
Dia Nacional da Mulher, 30 de abril, a ministra da Secretaria
Especial de Políticas para Mulheres, Nilcéa Freire, esteve no
Guarujá para a Aula Inaugural do curso de qualificação
profissional do setor da construção civil que a Confederação das
Mulheres do Brasil realiza em parceria com o Ministério do
Trabalho e do Emprego.
Com
votos de que “as políticas do Ministério do Trabalho contemplem
cada vez mais a perspectiva das mulheres”, a ministra agradeceu
a solicitude do ministério para as demandas das mulheres.
“Estamos comemorando duas datas importantes, estamos no 30 de
abril, o Dia Nacional da Mulher, e na véspera do Dia do
Trabalho. E a melhor maneira de comemorar estas datas é criando
oportunidades iguais, tanto do ponto de vista do trabalho como
no tratamento para as mulheres brasileiras”, afirmou Nilcéa.
Na
palestra, a ministra lembrou que a SEPM trabalha com três idéias
centrais.
Em
primeiro lugar, que “as mulheres brasileiras devem ter cada vez
mais autonomia. Ou seja, as mulheres brasileiras devem poder
decidir o seu destino. E só pode decidir o seu destino, só pode
conduzir a sua própria vida, quem tem autonomia econômica e quem
tem as mesmas oportunidades na sociedade brasileira”.
“A
outra idéia que a gente trabalha é as mulheres brasileiras
tenham mais cidadania, não só garantido em lei, mas direitos
efetivados em ações concretas e através de políticas públicas”.
E “a
terceira é que cada mulher tem o direito de viver uma vida livre
de violência. A violência é a expressão mais perversa da
desigualdade de poder entre homens e mulheres. A violência
aniquila a vontade das pessoas por que a violência nos tira a
possibilidade de exercício da cidadania”.
Segundo a ministra “a ampliação da autonomia econômica tem a ver
com a questão do trabalho” e “o que está acontecendo aqui hoje
conduz para que as mulheres tenham mais autonomia”.
O
Plano Setorial de Qualificação Profissional (Planseq) da
Construção Civil tem a meta de qualificar a maior quantidade de
mulheres possível para as obras do Programa de Aceleração do
Crescimento (PAC).
Mas
a ministra ressaltou também que “é muito importante que alunos e
alunas deste programa são selecionados em grande parte do Bolsa
Família, indicados pelo Ministério do Desenvolvimento Social”.
“Essa é a combinação do Planseq e com o Bolsa Família:
satisfazer uma necessidade emergencial mas também garantir que
elas possam sair dessa situação pelo próprio esforço”.
“Infelizmente nós, brasileiros e brasileiras, não tivemos todos
as mesmas oportunidades e, portanto há muitos excluídos dos
benefícios que a nossa que a sociedade produz. E que foram
excluídos durante séculos. Chegou a hora que esses brasileiros e
essas brasileiras tenham a sua chance tenham a sua vez”,
afirmou.
Mas,
“entre homens e mulheres, as mulheres são as que tiveram menos
oportunidades. Então temos que fazer um esforço adicional para
que além de todos os cidadãos, as mulheres sejam lembradas e
incluídas com suas necessidades específicas nos programas e
políticas publicas nos programas federais, estaduais e
municipais”.
Necessidades como creche, vagas nas escolas, acesso à saúde,
segurança nos bairros onde vive, além da garantia de salário
igual, são importantes quando se quer aumentar a entrada das
mulheres no mercado de trabalho
“Não
só da garantia do emprego, da garantia da incorporação ao
mercado de trabalho. Mas garantir que essas mulheres sejam
incorporadas ao mercado de trabalho com qualidade e com os seus
direitos garantidos”.
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