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Mães presidiárias
terão direito a acompanhamento médico, berçário e creche
O Projeto que altera a Lei
de Execuções Penais e assegura acompanhamento médico às detentas
sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e agora é
lei.
O PL 335/95, da deputada
Fátima Pelaes (PMDB-AP) foi aprovado pela Câmara no último dia
6, o texto garante, às presidiárias grávidas e aos seus filhos
recém-nascidos, acompanhamento médico no pré-natal e no
pós-parto, além de berçário e creche para crianças de até sete
anos.
A deputada comemorou a
sanção. ‘Todas as mulheres têm o direito de ser mães e todas as
crianças necessitam de afeto. O que nos interessa é prever em
lei a humanização do sistema carcerário, porque no convívio
entre mãe e filho é que se estabelecem vínculos de amor,
fundamentais ao desenvolvimento saudável e pleno da criança. E
isso vai facilitar também a ressocialização das presidiárias.
Hoje alguns estados, como o Paraná, já têm berçários e creches
em presídios, mas a maioria não tem. Agora que esse atendimento
se torna obrigatório”, disse.
Apenas 27,45% dos
estabelecimentos têm instalações específicas para gestantes;
19,61% contam com berçários e somente 16,13% mantêm creches.
Mesmo assim, há crianças recém-nascidas na maioria dos
presídios. E muitas delas, como constatou a CPI do Sistema
Carcerário, vivem em condições subumanas. Na Colônia Penal Bom
Pastor, em Recife, foi encontrado um bebê de somente 6 dias
dormindo no chão, em cela mofada e superlotada.
“Quando se fala em creche,
em berçário para presidiárias, há pessoas que discordam; mas, se
o objetivo é trazer essas mulheres de uma outra forma para a
sociedade, nós temos de garantir o direito à cidadania onde quer
que elas estejam”, argumentou Fátima Pelaes.
Fonte: Agência Câmara |